Ser Mãe
- Mariana Selas
- 22 de mar.
- 2 min de leitura
Atualizado: 23 de mar.
Muitas de nós crescemos com o ideal de ser mãe. Sempre com belas histórias dessa missão. E apesar da realidade das nossas mães, nós filhas, acreditamos.
Assim se perpetua o mito.
Contudo, percebemos logo que não é verdade quando nos calha a nós ser mãe!
Ninguém nos prepara para o que vamos enfrentar, sendo que, os exemplos existem a “dar com um pau”. O equilíbrio entre o que é bom e mau talvez seja uma névoa.
Entre os habituais clichés que são acima de tudo verdadeiros, temos:
as noites sem dormir; as doenças dia sim dia não; os choros que nos aterrorizam porque não sabemos o que querem dizer; a falta de tempo para nós; a alimentação; o pediatra; a creche… enfim uma panóplia de responsabilidades que nunca sequer, ponderamos existir e que nos deixa à beira de um ataque avassalador de angústia. E aquelas mães corajosas que ainda assim tem um segundo filho e começa tudo de novo, sem ter acabado o primeiro… nem sei. E para ajudar, ainda hoje, as mulheres levam esta missão quase sempre muito sózinhas.
Então como se sai incólumes em termos de saúde mental? Não saímos, mas continuamos.
E pela vida fora continuamos a lutar por eles, por esses seres que cresceram dentro de nós, que pegamos ao colo, amamentamos-los, sentimos o seu cheiro, a sua pele macia e maravilhosa, vemos-los a reagir ao som da nossa voz e um pouco mais tarde à nossa imagem. Vemo-los crescer, a descobrir a vida, a lingua, sem contudo termos tempo para os parabenizar nessas maravilhosas conquistas, pois estamos assoberbadas pelo emprego, trabalho doméstico e esse outro que os fez connosco e que não sabe qual é o seu papel neste projeto.
É avassalador sim!!

Contudo, por nada deste mundo , trocaria tudo isso, para não ter filhos.
Adorei estar grávida, talvez porque não padeci de muitos sintomas que outras mulheres tiveram. Apenas a sentir esse ser a crescer dentro de mim.
Adorei vê-los crescer, tanto, que se pudesse, que não posso, voltava atrás e procurava ser melhor mãe e não cometer os erros que hoje tenho consciência que cometi.
Adorei e adoro ser mãe e adoro os meus filhos . E agora, por isso, sou avó. É um outro nível também de amor!

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