Novamente Ser Mãe
- Mariana Selas
- 10 de jun.
- 2 min de leitura
Atualizado: 1 de jul.
O que pode ter de bom escreveres e ninguém te ler, é a possibilidade de meteres gaffes e ninguém tas apontar, assim como escreveres vezes sem conta sobre o mesmo tema. Ser mãe é dos tema que escrevo, penso e sinto , com imensa frequência. Então vou uma vez mais refletir sobre Ser Mãe.
Hoje e já há algum tempo que podemos assumir que ser mãe não é aquela "história da carochinha" que nos impigiram ao longo do nosso crescimento. Sempre se soube, contudo, devido à falta de liberdade da mulher, esta nunca se pôde queixar, nem assumir as suas fraquezas, pelo que a melhor forma de "amansar" qualquer tentativa de rebelião era desde logo, as meninas ouvirem histórias fantásticas, belas e cheias de amor sobre o ser mãe.
Hoje, sabemos que não é assim e podemos assumir o que sentimos sem receio. Porque na verdade ninguém nos prepara para o que vamos enfrentar.
Acredito que entre as coisas boas e más poderíamos ter mais boas que más, se o Homem fosse um ser humano equilibrado e onde predominasse o amor. Mas não.
Entre os habituais clichés: noites sem dormir, doenças dia sim dia não, choros que nos aterrorizam porque não sabemos o que pode ser, falta de tempo para as nossas, já não digo mais, necessidades primárias, e o estarmos sempre sós neste caminho que a maior parte achou que o iria fazer com companhia... a alimentação, o pediatra, as noites, a creche.... enfim, uma panóplia de responsabilidades que nunca sequer ponderamos existir, acrescida da falta de dinheiro para todas elas, e da nossa incapacidade de fazermos tudo como deve ser, ou seja não sermos efetivamente perfeitas.
Quando depois do primeiro temos o segundo e tudo começa de novo, acrescido do facto do mais velho estar numa fase diferente.... Nem sei como conseguimos!
Como podemos sair incólumes em termos de saúde mental e não só?
Na verdade é que saímos e vamos buscar forças aonde quer que existam! E assim continuamos vida fora a dar tudo por eles, esses seres que cresceram dentro de nós e que amamos mal os sentimos cá dentro. Pegamos neles ao colo e tentamos protegê-los e sentimos a sua pele macia e maravilhosa, e vemo-los a reagir à nossa imagem e voz e ao nosso cheiro.. Vemo-los a crescer e a descobrir o mundo, mas nós sem tempo para podemos celebrar as suas pequenas e grandes conquistas, porque estamos assoberbadas de tarefas a ter em conta.
É avassalador!
Contudo, para mim, por nada deste mundo trocaria uma vida mais serena pelo ter filhos!
Adorei estar grávida! Não tive enjoos, nem apetites estranhos, nem nada de especial, a não ser o bébe a crescer dentro de mim. Adorei vê-los crescer, tanto, que se pudesse, que não posso, voltar atrás e não cometer os mesmos erros, voltaria. Claro que vale o que vale.
Adorei e adoro ser mãe, e adoro os meus filhos.
Agora sou avó. É um outro nível, também de amor!


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